Desenvolvimento Sustentável e Família

Parece um tanto impossível que haja algum tipo de conexão entre desenvolvimento sustentável e família. Só parece, mas a realidade é que fundamentalmente, a família está na raiz da questão da sustentabilidade.

O que vem a ser desenvolvimento sustentável? Uma proposta que surgiu em função da observação dos danos que o progresso gerou, até aqui, para nosso planeta, e conseqüentemente, para a humanidade. Portanto, a proposta agora é de melhorar a qualidade de vida e das condições de sobrevivência.

E como é que se pode melhorar a qualidade de vida? Em quê a família pode contribuir para essa conquista de qualidade de vida?

Sabemos que a família é o ponto de partida para a sociedade, é o núcleo básico dela. Logo, é nela que deveremos encontrar os subsídios para gerar as grandes mudanças sociais. Qualidade de vida não significa apenas ter condições materiais que garantem conforto. Qualidade é alguma coisa que se pode aprender a gerar, e que transcende à posse material. Qualidade começa nas relações entre os indivíduos.

E, em família, é onde primeiro aprendemos a nos relacionar. É onde há inúmeras oportunidades para exercitarmos a troca, o doar-se, o conceder, o esperar, enfim, comportamentos que fazem com que as relações interpessoais adquiram qualidade.

O trabalho em família, é de desenvolver os valores, patrimônio que cada um há de carregar para sua vida de relação, e que possibilitará sustentar uma convivência mais fraterna.

Aprender a amar o outro, a partir do seio familiar faz com que fique fácil amar ao próximo. E é por ai que começa o desenvolvimento sustentável, quando olhamos o outro com o coração, quando identificamos que o outro também sente e percebe nossos sentimentos. Dessa forma está-se banindo o egoísmo que é o agente dos males que existem na humanidade. Se conseguirmos modificar esse sentimento a partir do lar, o reflexo na sociedade será imediatamente percebido.

Cabe, pois à família, ser agente dessa mudança. Não repetir os erros do passado. Jamais usar a desculpa de que “todo mundo faz assim" e continuar a repetir os modelos que levaram nosso mundo ao domínio do ódio e da violência, do desrespeito a tudo e a todos.

Na família deve começar a mudança. É do esforço de todos que se espera para que atinjamos a meta de uma qualidade de vida. Se começarmos por nós, os indivíduos, o ambiente a nossa volta também receberá um tratamento mais equilibrado, e as carências que hoje existem, a miséria que impera, geradas pelo orgulho, pela vaidade, pelo egoísmo, vão dar lugar a uma vida de maior sintonia cósmica, onde a harmonia é a tônica.


Sonia Maria Alvarenga Braga
Diretora Pedagógica de Meimei Escola

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