Como uma escola que adota o inovador método montessori desde sua fundação, podemos afirmar que somos "diferentes" do chamado "tradicional" há 38 anos. Além disso, com o objetivo de cumprir nossa missão, buscamos frequentemente rever e incluir em nosso curriculo o que consideramos ser de maior relevância para o desenvolvimento integral e ético de nossos alunos. Chamamos à atenção para duas atividades dentro desse âmbito:

Robótica na Educação

A Robótica Educativa é um ambiente interdisciplinar onde o aluno, sujeito do processo, constrói maquetes animadas controladas pelo computador.

Um projeto de robótica, que tem seus princípios básicos nas lições de Física, pode se transformar num exemplo vivo da possibilidade de congregar vários conhecimentos de diferentes matérias.

A idéia de iniciarmos projetos de robótica em nossa escola surgiu há alguns anos, desde que tomamos conhecimento do potencial desse tipo de trabalho. Aplicar na prática os conceitos estudados é a melhor forma de aprender. O "aprender fazendo" preconizado pelo Sistema Montessori de Ensino, o pilar apresentado pela UNESCO para a educação do nosso século, "aprender a conviver" são aspectos premiados por esse tipo de atividade.

Unir saberes, unir pessoas (alunos e professores) com um objetivo comum é enriquecer a aprendizagem. E quando se faz uma ligação direta com o tema do Projeto Anual, fecha-se o circuito em que o lucro pode ser constatado por todos: muito conhecimento aplicado, muitas habilidades desenvolvidas, valorização da criatividade, aprendizado na superação dos obstáculos, e, sobretudo, um resultado que salta aos olhos em beleza e objetividade.

Banco da Solidariedade

Quando, em 2000, após vários encontros e debates realizados em toda parte do mundo, a ONU resolveu lançar um programa importante para a melhoria da vida humana. No Brasil esse programa recebeu o nome de "Os 8 Jeitos de Mudar o Mundo".

solidariaDentre os 8 Jeitos, há uma proposta de "todo Mundo Trabalhando pelo Desenvolvimento". Sabemos que desenvolvimento envolve atendimento. Atendimento que significa atuar nas diferentes áreas de necessidades do ser humano. Só um ser humano bem atendido se desenvolve plenamente.

A consciência de que, enquanto escola, precisamos gerar possibilidades para nossos alunos vivenciarem situações reais de atuação social nos fez, há mais de 20 anos, criar o Banco da Solidariedade. Portanto, em 2000 nós já praticávamos um dos 8 Jeitos de Mudar o Mundo. Já mobilizávamos nossos educandos a participar de forma voluntária num movimento em prol de criaturas em situações menos privilegiadas.

A cada etapa do trabalho do Banco da Solidariedade vimos surgir crianças, adolescentes e adultos preocupados em doar um pouco de seu tempo e de seu esforço pessoal para melhorar a qualidade de vida de uma entidade escolhida, de acordo com o grau de necessidade verificado: foi a pediatria do Hospital Gaffré Guinle que passava por momentos de extrema necessidade, foi a instituição Deolindo Couto que abriga uma gama muito grande de deficiências físicas e mentais, foi um asilo de velhos, foi o Lar de Julia, casa de meninos. Trabalhamos com a Associação dos Cegos do Brasil, onde mais de 60 homens desde jovens a velhos, passam por momentos difíceis. Atualmente, o foco é uma creche, a Casa da Criança Dr. Bezerra de Menezes.  Isso sem falar das campanhas complementares, como foi o caso do Hospital Psiquiátrico Pedro de Alcântara, no Rio Comprido, por ocasião da comemoração dos 30 anos da escola.

Esse trabalho proporciona experiências de serviço voluntário, iniciativa, espírito de equipe, amor ao próximo, pois a cada visita em que os alunos, em comissão, levam as colaborações materiais arrecadadas, dão de seu tempo, sua presença amorosa, gerando em cada um a satisfação de serem canais de pequenos momentos de felicidade para quem vive a falta até do apoio familiar.

O Banco da Solidariedade é mais um complemento à formação de nossos alunos. Desejamos que eles tenham a oportunidade de levarem em sua bagagem pessoal material suficiente para que se transformem em profissionais responsáveis e bem sucedidos, mas em primeiro lugar, homens de bem, cidadãos éticos e felizes.

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