| Quando, em 2000, após
vários encontros e debates realizados em
toda parte do mundo, a ONU resolveu lançar
um programa importante para a melhoria da vida
humana, no Brasil esse programa recebeu o nome
de "Os 8 Jeitos de Mudar o Mundo".
Dentre os 8 Jeitos, há uma proposta de
"todo Mundo Trabalhando pelo Desenvolvimento".
Sabemos que desenvolvimento envolve atendimento.
Atendimento que significa atuar nas diferentes
áreas de necessidades do ser humano. Só
um ser humano bem atendido se desenvolve plenament.
A consciência de que, enquanto escola, precisamos
gerar possibilidades para nossos alunos vivenciarem
situações reais de atuação
social nos fez, há mais de 18 anos, criar
o Banco da Solidariedade. Portanto, em 2000 nós
já praticávamos um dos 8 Jeitos
de Mudar o Mundo. Já mobilizávamos
nossos educandos a participar de forma voluntária
num movimento em prol de criaturas em situações
menos privilegiadas.
A cada etapa do trabalho do Banco da Solidariedade
vimos surgir crianças, adolescentes e adultos
preocupados em doar um pouco de seu tempo e de
seu esforço pessoal para melhorar a qualidade
de vida de um grupo escolhido de acordo com o
grau de necessidade verificado: foi a pediatria
do Hospital Gaffré Guinle que passava por
momentos de extrema necessidade, foi a instituição
Deolindo Couto que abriga uma gama muito grande
de deficiências físicas e mentais,
foi um asilo de velhos, foi o Lar de Julia, casa
de meninos. Hoje, trabalhamos com a Associação
dos Cegos do Brasil, onde mais de 60 homens desde
jovens a velhos, passam por momentos difíceis.
Esse trabalho proporciona experiências de
serviço voluntário, iniciativa,
espírito de equipe, amor ao próximo,
pois a cada visita em que os alunos, em comissão,
levam as colaborações materiais
arrecadadas, dão de seu tempo, sua presença
amorosa, gerando em cada um a satisfação
de serem canais de pequenos momentos de felicidade
para quem vive a falta até do apoio familiar.
O Banco da Solidariedade é mais um complemento
à formação de nossos alunos.
Desejamos que eles tenham a oportunidade de terem
em sua bagagem pessoal material suficiente para
que se transformem em profissionais responsáveis
e bem sucedidos, mas em primeiro lugar, homens
de bem, cidadãos éticos e felizes.
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